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                                                                                 Ameaca Subterranea

Nessa aventura, Mona e Fang enfrentarão um bando de kobolds vingativos e perigosos em busca de vingança, ajudados pela temível Abigail Ironlock.

Mas é importante assinalar que os kobolds mencionados aqui não tem nada a ver com as versões mostradas em jogos de RPG. São homenzinhos de baixa estatura provenientes do folclore alemão, cujo aspecto é mostrado em duas gravuras medievais e também numa escultura, que está em uma praça de uma cidade alemã.

en.wikipedia.org/wiki/Kobold#m…

upload.wikimedia.org/wikipedia…

en.wikipedia.org/wiki/Kobold#m…

 

Aqui eu também começo a introduzir Raina Meinsner, alguém que futuramente terá muita importância nas aventuras de Mona.

                                                               Underground Menace

In this adventure, Mona and Fang face a bunch of kobolds vengeful and dangerous to seek revenge, aided by fearsome Abigail Ironlock.
But it is important to note that the kobolds mentioned here has nothing to do with the versions shown in roleplaying games. Are little men of stature from German folklore whose appearance is shown on two medieval pictures and also in a sculp on German square.

en.wikipedia.org/wiki/Kobold

upload.wikimedia.org/wikipedia…

en.wikipedia.org/wiki/Kobold#m…

 

 

Here I also begin introduce Raina Meinsner, someone that will have many importance on the future Mona´s adventures.

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(Contains: violence/gore)
Ameaça Subterrânea
Parte 5 de 5

 Tudo era incomum naquele caso: total silêncio nos momentos que haviam antecedido o ataque. Todos diziam terem sido golpeados por trás, por alguém que era tão silencioso como uma sombra. E por terem ficado o tempo todo amarrados, amordaçados e de olhos vendados com fita adesiva, ninguém podia descrever os membros do bando. A misteriosa líder só falava em alemão e os demais um inglês com sotaque tão acentuado, que ás vezes era difícil entender o que diziam. Outro detalhe estranho era que ninguém tinha escutado os passos da mulher misteriosa quando ela chegou ao local, e nem no momento em que partiu.
 Ao perceber que havia obtido toda a informação possível ali, Lenny vai para o prédio do laticínio, onde tem de esperar dentro do carro até ver os policiais começando a retirar as faixas de isolamento. Quando os outros dois reportes se aproximam para entrevistar Kenneth, ele opta por ficar na retaguarda, porque os interesses dele eram diferentes dos profissionais que trabalhavam para jornais comuns. Além disso, Mae e Irwin tinham o mau hábito de fazer pouco caso dele chamando-o de “Pesquisador X”, fazendo referência a um seriado da TV. No entanto, Steven o tratava com respeito.
- Estamos vindo do Centro Médico. As vítimas falaram que ouviram uma criança sendo morta no prédio ontem à noite. Vocês encontraram algum corpo? –pergunta Steven.
- Nada! Havia vestígios de luta no local do cativeiro e muito sangue também. Além disto, achamos vestígios indicando que um corpo foi jogado no terreno baldio ao lado. Mas não encontramos nenhum cadáver por lá!
- Soubemos que você estava aqui junto com os outros. Não percebeu nada? – pergunta Mae.
- Só declarações zangadas em alemão e barulho de briga, que alias acabou logo. Quem atacou o bando foi rápido e também não quis falar nada comigo ou com as outras vítimas. Apenas chegou, bateu duro nos sequestradores e foi embora. Eu poderia até dizer que foi coisa do Batman se ele não morasse em Gotham City, no outro lado do país. Bem, como os peritos já terminaram o trabalho, não querem dar uma olhada?
- Sim, nós gostaríamos muito! –respondem todos.
Kenneth fez um sinal para que o último carro patrulha que ainda estava no local o aguardasse e junto com o grupo de repórteres, entra outra vez no velho prédio.
No local do cativeiro, uma grande bagunça, com garrafas vazias de cerveja e uísque jogadas num canto, junto com embalagens vazias de alimentos. Mas duas coisas chamam sua atenção: além dos sapatos dos policiais e patas dos cães farejadores, havia marcas de botas tão pequenas quanto às de uma criança, detalhe que faz Lenny pensar nas ossadas encontradas numa mina abandonada sob as fundações de um prédio, semanas antes.
O outro eram as manchas de sangue misturado ao pó, em meio aos vestígios de luta. Se eram de Mona e Fang, ambos deviam ter sido vítimas de um ataque brutal. Entretanto, como nenhum corpo havia sido encontrado no terreno ao lado, era óbvio que ambos não haviam sido destruídos. Kenneth dá algumas explicações:
- A criança que foi atacada aqui perdeu muito sangue. Depois, foi envolta em um pedaço de pano e levada até o muro dos fundos, onde seus algozes a ergueram para jogar por sobre o muro. Pelos vestígios que encontramos e o barulho ouvido pelos reféns, isso aconteceu ontem de madrugada. Porém o mais interessante está no terreno ao lado.
- O que acharam por lá? – pergunta Irwin.
- Mais pegadas. O bando que as fez devia ter umas seis pessoas, com pés tão pequenos quanto um bebê de dois anos. Carregavam algo pesado, talvez um corpo. Mas é a partir daí que as coisas ficam realmente muito estranhas!
- Como assim? – pergunta Lenny.
- Olhem para o chão. Tem muito sangue aqui e também na trilha que vai até o muro. Mas depois do muro, a quantidade de manchas de sangue na neve vai diminuindo cada vez mais, como se o corpo parasse de sangrar enquanto era transportado! As marcas na neve mostram que os membros do bando de raptores não estavam transportando nada na volta, só que no local onde deveria estar o corpo da provável vítima, não encontramos coisa alguma! Sou detetive há dez anos, e não sei como explicar nada disso!
Então o celular de Kenneth toca e ao atender, ele ouve uma voz feminina irada no outro lado, falando tão alto que ele tem de afastar o aparelho do ouvido.
- Kenneth Kingsley!O que é que você está esperando para vir ao hospital?
- Oi querida, tudo bem?
- Tudo bem uma ova! Todas as outras vítimas já foram medicadas e voltaram para casa, apenas você não fez isso!
- É que além dos raptos, pode ter ocorrido um assassinato aqui, e estive ajudando a tentar localizar o corpo.
- Encontrou algo?
- Infelizmente não.
- Pois pare de bancar o durão, e venha para cá agora mesmo para fazer um exame completo! Estou subindo pelas paredes de tanta preocupação e as crianças, dormindo amontoadas numa das camas do pronto socorro! Se não chegar aqui em dez minutos, eu irei até aí para busca-lo!
- Certo meu amor, já estou a caminho! – diz ele, desligando o aparelho.
Kenneth olha para os repórteres com um sorriso amarelo, e diz:
- Bem, como os peritos já terminaram o trabalho deles, podem ficar aqui se quiserem.
Em seguida, o detetive sai. Pouco tempo depois, Lenny e os outros repórteres escutam o som da sirene do carro-patrulha se afastando. Após tirar fotos e fazer filmagens, os repórteres decidem ir até o terreno vizinho, para examinar a trilha e o local onde o corpo desaparecido tinha sido deixado.
 Mas ao perceber que Lenny estava parado, observando as marcas de sangue e luta, Steven acha aquilo estranho e pergunta:
- Não vai vir conosco, senhor Parker?
- Não, eu quero ficar mais um pouco.
Os demais saem, deixando-o para trás.

  Sozinho no prédio abandonado, o pai de Mona pensa sobre as consequências daqueles acontecimentos. A onda de sequestros era o assunto do momento na cidade. As notícias sobre uma criança assassinada e desaparecida misteriosamente logo estariam na primeira página dos jornais vespertinos de Darkwood, assim como no noticiário da TV local.
Sendo uma mulher inteligente, Verônica logo iria concluir que a “criança desaparecida” atacada no velho prédio só podia ser Mona, o que iria piorar ainda mais o relacionamento entre eles, que já estava indo de mal a pior desde a expulsão da lolivamp.
Porque diabos a esposa não o apoiava naquela decisão?Mona havia utilizado seus poderes sobrenaturais para controlar a mente deles, além de fazer o mesmo com a professora e a babá, a quem havia mordido! Qual era o motivo que fazia Verônica tomar o partido da filha morta-viva mesmo sabendo disso?Mona merecia o castigo que havia recebido! No entanto, Verônica parecia incapaz de entender os fatos!
Lenny começa a se enfurecer de novo e sem saber facilita as coisas para Abigail, atraída pela raiva como uma mosca por mel. E então ele cambaleia contorcendo-se, enquanto é possuído pela mulher fantasma. Quando a possessão é concluída, Lenny vai atrás dos outros repórteres, e os encontra ainda no local onde os kobolds haviam largado Mona.
A potente lâmpada do equipamento de filmagem do cameraman mostrava que de fato nada havia por ali. Abigail percebe tudo: (“Aquela filha das trevas simplesmente foi embora, depois que aqueles sub-humanos a deixaram aqui! Bando de desmiolados! Se não tivessem desaparecido, eu mesma mataria a todos!”).
Na volta Lenny permanece calado, enquanto os demais conversam entre eles. De volta à rua em frente ao prédio de laticínios, ele apenas vai até o carro e volta para casa. Por sua vez, Abigail percebe que por estar dentro do corpo de um ser humano, ela tinha de cuidar dele mesmo que o considerasse apenas uma casca. Porém o mais importante era o acesso total as memórias do pai de Mona.
Descobrir que Lenny e Verônica eram pais de Mona e não tinham ligação alguma com a ex-atriz que havia vendido sua alma ao Demônio, era o detalhe mais surpreendente. Não que isso importasse muito: se Mona confiava nos pais como qualquer criança da sua idade, ela podia usar isso para destruí-la no momento oportuno. Teria apenas de esperar até lá. E se para alcançar seu objetivo fosse preciso fazer algo que resultasse na morte do casal Parker, não hesitaria em sacrificar os dois.
 De volta ao lar no quarto, Lenny troca de roupa, veste o pijama, sobe na cama, puxa o edredom e dorme. Ao acordar á uma hora da tarde, ele vê a esposa, mas não diz nenhuma palavra a ela. Verônica não se importa com o olhar hostil do marido e nem com o seu silêncio ao longo de todo o dia. Ao anoitecer, ela apenas diz antes de sair:
- Vou visitar a senhorita Gotto.
Eram 9 horas e 15 minutos da noite. Verônica para o carro em frente ao hotel abandonado e pergunta a Gotto, sentada a seu lado:
- É aqui que Mona e Fang estão?
- Sim.Ela disse para mim que iria aguardar a nossa chegada.
As duas mulheres esperam até alguns veículos passarem e a rodovia ficar vazia outra vez. Então Verônica entra rapidamente com o carro, estacionando atrás do hotel onde ninguém o perceberia. Gotto percebe que todas as tábuas que cobriam a porta dos fundos haviam sido retiradas, e a porta estava aberta.Com certeza, por Mona.
Verônica chega perto da porta e diz, angustiada:
- Mona,minha filha! Por favor,venha até aqui!
A lolivamp logo surge, junto com o seu gato. Verônica não consegue se conter e corre até a filha, abraçando-a aos prantos. Gotto assiste a cena com os olhos úmidos, mas feliz. Mona, que também estava radiante com aquele reencontro retribui o abraço, esperando até a mãe parar de chorar, e então diz:
- É ótimo ver você também, mãe.
- Você está bem, filha? Não passou fome, nem está sentindo frio?
- Não, mãe. Ando distribuindo mordidas conforme preciso para me alimentar e agora que sou uma autêntica morta-viva, não sinto mais frio!
- Como assim, não sente mais frio?
- Exatamente isso que eu disse. Poderia andar pelada no meio do Polo Norte, com neve até o queixo, que isso não iria me incomodar nem um pouquinho!
Nesse momento, Verônica percebe manchas de sangue e furos na capa da filha.
- Mona, que sangue é esse na sua roupa?O que foi que aconteceu?
- Bem, sabe aqueles raptos misteriosos, que ocorreram nos últimos dias? Pois bem, eu achei os culpados por tudo aquilo. Mas o meu desempenho como aprendiz de super-heroína foi péssimo, e eu levei uma surra! Mas tudo acabou bem no final.
Verônica sente que a filha não estava falando tudo o que devia, talvez para evitar que ela se preocupasse, e resolve esclarecer a situação, ordenando:
- Mona, tire essa capa agora mesmo, e fique em frente aos faróis do carro!
Percebendo que seria inútil tentar argumentar, a lolivamp obedece. O choque começa quando as duas mulheres veem que os cabelos de Mona estavam embaraçados e grudentos de tanto sangue neles. Gotto tem de se apoiar no carro para não desmaiar. Quando Verônica ergue a capa diante dos faróis, ela e Gotto ficam chocadas com a quantidade de sangue no tecido, que também tinha muitos buracos finos, como os deixados por facas, algo também visível da mini blusa de Mona. Zangada, Verônica diz:
- Mona Parker!Eu exijo que me conte agora mesmo tudo que aconteceu!
Resignada Mona começa falar, contando desde o momento que ela tinha visto os dois kobolds se esgueirando pelos belos com sacolas cheias de bebidas e alimentos, até quando ela e Fang haviam deixado o prédio, para fazer o telefonema e chamar o auxílio para os reféns. Assustada e perplexa, a ex-professora de Mona pergunta:
- Kobolds? Mulher-fantasma? Mas de onde essas coisas vieram para a nossa cidade?
- Isso eu não sei dizer, senhorita Gotto.
Entretanto, Verônica Parker estava muito mais preocupada com o bem-estar da filha.
- Esfaqueada? Golpeada na cabeça por uma clava de metal? Mas como pode estar tão bem agora? - diz ela, largando a capa para examinar Mona minuciosamente.
- Mãe, você se esquece de que agora, eu sou uma vampira! Cortar fora a minha cabeça teria sido o fim, mas fraturar o meu crânio, não! Graças a meu poder de regeneração, eu me recuperei completamente de todos os ferimentos em menos de dez minutos!
- Mona Parker, você vai voltar para casa junto comigo agora mesmo! Eu não quero vê-la se metendo em coisas perigosas outra vez!
- Se eu fizer isso agora, papai não vai gostar e pode até brigar com você.
- Nós já brigamos!
- O que? Mas quando? E por quê?
- Por sua causa, é claro! Tivemos uma discursão muito séria dois dias depois que ele a trouxe a esse hotel distante que tenho certeza, deve estar imundo por dentro! Desde então, ele está dormindo sozinho no nosso quarto, como castigo.
- E onde você dorme mamãe?
- No seu quarto, é claro! E tranco a porta por dentro. Já falei para ele que isso irá continuar até que você volte para casa.
Mona fica muito triste ao ouvir aquilo e Verônica tenta reconforta-la.
- Por favor, querida. Estou sentindo muito a sua falta.
- E eu, a sua e a do papai. Mas nós duas temos de aguentar, até que a raiva dele passe. Só assim poderemos voltar a ser uma família outra vez. Além disso, agora que eu e Fang temos poderes sobrenaturais, temos de usá-los para proteger a s pessoas de Darkwood. É importante lembrar que prendi os kobolds, mas a mulher fantasma que os liderava escapou. Eu não sei que é ela nem do que é capaz, e temo pelo que ela ainda possa fazer. Mesmo assim, é o meu dever enfrenta-la do melhor modo que eu puder!
- Você está falando como uma super-heroína, minha filha.
- É eu acho que sim. Metrópolis tem o Super-Homem. Gotham City, o Batman. Central City o Flash. E Darkwood,eu!Apesar de ninguém saber disso.
- Eu e a senhorita Gotto sabemos. Seu pai também irá saber, apesar daquele tolo teimoso não ter percebido o erro que cometeu.
- E quanto ao fato de eu ter de sair toda noite para morder as pessoas?
- Ora, você precisa se alimentar certo? Além disso, não prejudica ninguém e nem está criando outros vampiros por aqui.
- É claro que eu nunca faria tal coisa, mãe! As consequências seriam terríveis!
- Está vendo, senhorita Gotto?Mona ainda é a boa menina que sempre foi!
- Eu nunca duvidei disso, senhora Parker. Agora me diga uma coisa Mona: você disse que prendeu os kobolds. Onde eles estão?
- No meu Livro do Limo, é claro! Querem ver?
- Sim, nós gostaríamos muito, minha filha. – diz Verônica.
- Esperem um momento, que eu já volto! – diz Mona, correndo para dentro do hotel e voltando pouco tempo depois com o caderno com capa dura verde, com a figura de um morcego nele. Ela abre o caderno e sob a luz dos faróis do carro, Verônica e Gotto veem os seis kobolds humanoides de armas em punho e cara zangada, com seu colega de aspecto animal de cauda erguida e mandíbulas a mostra, como se estivesse prestes a atacar.
- Daqui, eles não saem! – exclama Mona com orgulho.
Verônica sorri e abraça a filha. Depois, vai até o carro onde pega uma lanterna e diz:
- Bem, eu quero entrar nesse hotel ,para ver que em que tipo de lugar você está.
 Elas entram no hotel,e a luz da lanterna mostra para Verônica e Gotto  as consequências do abandono:poeira,insetos,aranhas com suas teias e ocasionais ratos que são ignorados por Fang,detalhe que surpreende as duas mulheres.
- O seu gato não liga mais para ratos? – pergunta Gotto.
- Fang nunca gostou do sabor da carne deles. Sempre achou a ração mais gostosa.Agora ,ele não precisa mais da carne e o sangue dos ratos mal dá para um golinho.
- Ouvindo isso,até parece que agora você  entende a língua dos animais,,filha.
- A dos animais em geral não.Mas consigo falar com o Fang tão facilmente quanto faço com vocês.Outro efeito colateral da minha transformação.É bastante legal!Pelo menos,tenho com quem conversar ,enquanto estou aqui.
Elas chegam ao saguão do hotel.Olhando ao redor,tudo que Verônica e Gotto veem são  móveis velhos,poeira  e mais desolação.
- Esse local é imundo!  - diz Verônica indignada, enquanto move a lanterna para examinar a área ao seu redor.
- Está abandonado há anos. – diz Gotto. – Se bem me lembro das notícias nos jornais a respeito, os donos do hotel Pégaso investiram dinheiro demais nas empresas .com e quando estourou a bolha na Internet, o que eles ganhavam aqui não foi o bastante para cobrir o prejuízo que tiveram na Bolsa de valores.
- Como você consegue ficar em meio a toda essa sujeira, filha? – pergunta Verônica.
- É menos incômodo do que parece. Eu e Fang permanecemos no saguão. As condições no restante do hotel não importam, já que o nosso baú está aqui. – diz a lolivamp, apontando para baixo da escada, onde estava o móvel com a mala ao lado.
- Mais uma coisa, Mona: você tem tomado banho ultimamente?
- Não faço mais isso, mãe. Afinal, não posso ir lá em casa e nem fazer isso nas casas das pessoas aonde vou para me alimentar.
- Senhorita Gotto, você poderia deixar a Mona tomar banho na sua casa?
- Sim, sem nenhum problema.
- Então, está resolvido. Bem,agora acho que terei de fazer outro traje para você. Esse aqui agora só serve para o lixo! – diz Verônica, erguendo a capa esburacada e manchada de sangue.
- Como quiser mãe. E senhorita Gotto, se durante a noite ou de madrugada você ouvir o barulho de água vindo do banheiro fique tranquila, pois serei eu.
Verônica abraça a filha outra vez e Gotto faz o mesmo porque, apesar de Mona não ser mais sua aluna, ela ainda sentia muito carinho pela menina.
- Tome banho ainda esta noite! A sua toalha está dentro da mala! – diz Verônica enquanto entra no carro junto com Gotto. – Na próxima vez que vier aqui, eu não quero vê-la com esse cabelo grudento de sangue!
- Está bem mamãe! Eu prometo fazer isso! Agora espere aqui, enquanto Fang vai ver se não se não tem algum outro veículo por perto. As pessoas iriam estranhar, se visse vocês duas saindo de um hotel abandonado. O sinal que podem sair será um miado.
Verônica concorda com um aceno de cabeça e vê a filha agachar ao lado do gato de estimação e sussurrar algo para o bicho, que sai correndo. Após algum tempo, as duas mulheres ouvem um miado e Verônica parte. Pouco tempo depois, Fang retorna para junto da dona e diz:
- Acho que a sua mãe vai voltar aqui com frequência.
- Eu tenho certeza disso, Fang!
- Porque você não falou para ela sobre Voraz?
- Não quis preocupa-la ainda mais. É melhor que ela saiba de tudo aos poucos.
 Verônica janta na casa de Gotto e quando chega ao lar, percebe que o marido estava no banheiro. Ela não espera que Lenny saia para falar com ele, porque ambos quase não estavam conversando mais, desde a discursão que haviam tido por causa de Mona. Além disso, era melhor que ele não percebesse o quanto ela estava contente, após ter se encontrado com a filha e falado com ela. No dia seguinte, seria mais fácil ocultar as emoções. Com esse pensamento ela entra no quarto de Mona, trancando a porta.
No banheiro, Lenny olhava para o espelho do pequeno armário instalado na parede. Mas por alguns momentos, mas ao invés dele, quem aparece no espelho é Abigail, dizendo:
- No momento certo, nós dois teremos a nossa vingança contra aquela filha das trevas, senhor Parker. Sim, é isso que irá acontecer!
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Ameaça Subterrânea
Parte 4 de 5

 Vinte minutos depois, o detetive é colocado junto às demais pessoas raptadas pela mulher fantasma, que pergunta ao líder dos kobolds:
- Conforme prometi eis o último descendente do homens que mataram seu pai e destruíram seu clã. Agora, vou ficar dando voltas pela vizinhança e alertá-los, caso aquela cria das trevas de aproxime. Mas talvez deva colocar o seu bicho de estimação patrulhando os fundos. – diz ela, apontando para Alraune. O kobold animal se enfurece:
- Eu não sou animal de estimação! Sou tão kobold quanto eles! O pai do príncipe, rei Goldemar me aceitou como membro do clã apesar da minha aparência, porque nem todos os kobolds tem a forma humana. Sempre fui tratado em igualdade com os demais, e por isso minha lealdade ao clã do príncipe é eterna!
- Ele diz a verdade. – diz Wolterken – Agora vá a fazer a sua patrulha mulher-fantasma, e nos deixe a sós para celebrarmos a vitória e preparar a execução da nossa vingança!
 Abigail se enfurece com a impertinência de Alraune e modo rude do príncipe kobold em falar com ela. Mas não reclama. Apenas voa, passando através do teto e vai embora.
  Perto dali, Mona e Fang estavam se aproximando do laticínio abandonado, voando a baixa altitude. Mas de repente o gato vampiro, que estava carregando o Livro do Limo aterrissa sobre o telhado de um prédio de escritórios de dois andares que estava fechado e vazio, após o fim do horário de trabalho. Mona que sob a forma de morcego carregava o bastão de beisebol o segue e após voltar a forma humana, pergunta:
- Mil Morcegos, Fang! Porque fez isso? Ainda estamos a um quarteirão do local onde todas aquelas pessoas estão presas!
- Eu sei Mona. Acontece que eu vi  uma mulher sair voando do prédio que os kobolds estão usando como esconderijo.
- Eu não vi ninguém, Fang.
- Ela é invisível. E transparente também! Além disso, passou através do teto como se não houvesse nada ali!
- Será que é um fantasma? Se for, agora eu entendo como aqueles kobolds conseguiram raptar cinco humanos adultos: a mulher fantasma aparecia diante das pessoas, que desmaiavam com o susto. Aí, era só os baixinhos chegarem para fazer o transporte!
- Sim, deve ter sido desse jeito que tudo aconteceu. Agora, como vamos fazer para salvar todo mundo sem nos machucarmos de novo? E como iremos lidar com a mulher fantasma?
- Teremos de ser rápidos, e derrubar todos os kobolds antes que ela volte.
 Então, a lolivamp explica o plano que havia feito ao seu ajudante fiel, que ouve atentamente.
 Alraune estava percorrendo a área nos fundos do prédio abandonado, enquanto os colegas bebiam e festejavam. Ele se sentia frustrado por não participar da execução, mas o príncipe havia concluído que era melhor ter um pouco mais de segurança, se a pirralha intrometida e seu gato de fato tentassem outro ataque.
O kobold-marta não conseguia entender como a menina e o gato haviam conseguido se recuperar dos seus terríveis ferimentos. Que tipo de criaturas eles eram, para sobreviver e ainda voltar para uma segunda batalha? E porque antes mesmo de terem sido mortos, ambos cheiravam como cadáveres? Aquele detalhe era algo tão estranho que ele não havia falado nada sobre aquilo ao príncipe ou aos demais, por temer que pensassem que ele estava louco.
 É então que ele sente outra vez o cheiro de carne morta, trazido pelo vento. Seria o da menina ou o do gato? Mas os corpos haviam sido deixados longe, e o odor estava cada vez mais forte. Olhando ao redor, vê algo estranho: um vulto transparente, caminhando horizontalmente na parede de tijolos como uma aranha, só que era bem maior e andando sobre quatro patas. Franzindo as sobrancelhas, ele vai na direção do intruso. Concentrando sua atenção para tentar entender o que estava a sua frente não percebe mais nada, até ser atingido na cabeça por um taco de beisebol.
 Dentro do prédio, Wolterken e seu bando terminam de beber. Ele sobe em uma cadeira velha, trazida por um de seus homens e começa a fazer um discurso em alemão para os reféns sem se importar se eles o compreendiam ou não:
- Há 125 anos, o nosso clã kobold incluindo o meu pai, o rei Goldemar, foi covardemente massacrado pelos seus ancestrais. Como eles já morreram vocês irão...
É então que os kobolds escutam o barulho de uma pancada. Antes que possa virar o rosto para olhar, Wolterken é atingido na nuca por uma bola de beisebol, caindo de cara no chão, já inconsciente. Quando os outros kobolds se viram, veem Mona de pé no alto da escada, com olhos vermelhos brilhando sob a escuridão do capuz Heinze saca a sua adaga e sobe a escada correndo com os colegas logo atrás, enquanto grita em alemão:
- Pirralha insolente e traiçoeira! Dessa vez você não escapa! A mulher-fantasma nos disse como destruí-la!
Cegos pela fúria, os kobolds não percebem algo importante: ao subirem em fila pela escada, eles ficavam impossibilitados de fazer um ataque em grupo, ficando muito vulneráveis.
Mona apenas espera até Heinze chegar perto e então tira o bastão de beisebol que estava ocultando atrás das costas, atingindo o kobold lateralmente na cabeça com o bastão. Heinze rola por sobre o corrimão. O kobold seguinte é atingido por um chute no meio das pernas que o faz subir meio metro no ar, sendo atingido por outro golpe lateral, que o joga contra a parede.
Nesse momento Walter grita, ao ser mordido na bunda por Fang. Os outros dois kobolds olham para trás. A distração momentânea dá a chance para Mona atingir mais um, dessa vez no topo da cabeça e ele rola para trás sobre os colegas, com todos caindo amontoados no piso empoeirado.
 O kobold inconsciente estava sobre outro, que não tem tempo de tirá-lo de cima de si: Mona o põe a nocaute antes disso. Walter olha para Mona de adaga em punho, pronto para atacar e é mordido de novo por trás, dessa vez na perna esquerda. Ele grita de dor e se vira para atingir seu atacante. Mas ao enxergar o vulto transparente de Fang fica tão surpreso e confuso que se se esquece da lolivamp, que o manda para as trevas da inconsciência com um golpe certeiro.  
Os seis reféns se remexiam nervosos por causa do barulho de luta, sem saber o que estava acontecendo. Mona e Fang saem do local sem dizer nada e logo voltam, com a lolivamp carregando Alraune e seu gato, o Livro do Limo. Ela põe os kobolds lado a lado junto com seu colega animal e com sua habilidade especial, os aprisiona dentro do livro fechando-o em seguida. Depois, ainda sem ter falado com sequer os reféns, ambos saem de mansinho.
Ao chegar perto de uma porta, ela sussurra no ouvido de Fang:
- Fique daquele jeito e observe o lado de fora, para ver se a mulher-fantasma está por perto.
O gato faz um movimento afirmativo com a cabeça. Já transparente anda pela rampa e depois, sobre parede acima chegando á fachada do prédio, onde vê Abigail passar acima dele sem percebê-lo porque confiante na sua invisibilidade, a mulher fantasma voava com o corpo na posição vertical, olhando para os lados o tempo todo, para tentar ver a aproximação de qualquer morcego, pois sem saber que Fang podia voar por conta própria, tinha a certeza de que Mona escolheria aquela forma para vir até ali,enquanto o gato a seguiria pelo chão.
Após ver Abigail se afastando, o gatinho-vampiro volta depressa para perto de sua dona e fala o que tinha acabado de ver. Mona se transforma, agarrando o bastão com as patas traseiras Fang faz surgir as suas asas e segurando o Livro do Limo com os dentes, ambos decolam indo por sobre o muro dos fundos. Ultrapassam o terreno baldio e então entram no beco voando a apenas três metros do chão em meio às sombras, para que Abigail não os visse.  
 Dez quarteirões adiante, Mona vê um telefone público em um posto de gasolina que estava fechado. Não havia veículos passando na rua em frente naquele momento. Portanto, era um local seguro. Ela volta à forma humana. A princípio, pensa em ligar para o serviço de emergência e chamar alguém para alguém resgatar as todas as pessoas que estavam no velho prédio. Mas aí ela se lembra de algo importante, e muda de ideia.
 No 3º distrito de Darkwood, Verônica Parker estava sentada atrás de uma escrivaninha. Como escrivã da polícia, aquela era a sua função. Mas não a estava desempenhando muito bem, por causa da sua preocupação com a filha. É então que ela ouve o telefone tocar. Como de hábito, ela atende dizendo:
- Delegacia de Darkwood, 3º distrito, em que posso ajudar?
Do outro lado uma voz estranha, típica de alguém falando com o nariz tapado diz:
- Encontrei as seis pessoas que foram raptadas nos últimos dias. Elas estão no velho prédio dos laticínios Via Láctea, no local onde ficavam os tanques para guardar leite. Todas parecem estar bem, mas acho que ninguém recebeu água ou comida, após ter sido levado para lá. Então, creio que devem estar com fome e desidratados. Portanto, é melhor enviar ambulâncias. E não se preocupem procurando os sujeitos que fizeram tudo isso. Eles já foram castigados!
O truque infantil não impede Verônica de reconhecer a voz de sua filha. Ela quase chama Mona pelo nome, para perguntar-lhe como estava. Mas havia dois policiais na sala junto com ela e fazendo das tripas coração, Verônica apenas diz calmamente:
- Entendido. Agora poderia me dizer...
 Como ela previa, o telefone é desligado. Então, Verônica diz alegremente aos colegas:
- Ei rapazes! Acabo de receber uma informação sobre onde estão as pessoas que foram raptadas nos últimos dias!

  Enquanto isso, Abigail continua a sobrevoar a área nos arredores onde ficava o esconderijo kobold, sem saber que tudo já estava acabado. Mas logo percebe que as coisas haviam dado errado, ao ver três carros patrulha e cinco ambulâncias percorrendo as ruas em alta velocidade, indo na direção do velho laticínio.
Os policiais arrombam os portões, entrando no prédio com uma lanterna numa mão e a pistola na outra. Logo chegam ao local indicado no telefonema, ficando muito surpresos ao ver um colega entre as vítimas, porque nem mesmo a família de Kenneth havia percebido o que havia ocorrido com ele, pois às vezes o policial chegava tarde em casa, quando todos estavam dormindo. Além disso, o seu rapto havia ocorrido apenas uma hora antes.
 Pairando invisível perto do teto, Abigail vê os policiais tirarem as vendas dos olhos e da boca dos reféns. Um canivete é usado para cortas às fitas adesivas que prendiam mãos e pés. A mulher fantasma percorre todo o prédio, atravessando paredes e assoalhos em busca de Wolterken e seus homens. Não encontra nenhum deles, o que a deixa perplexa e confusa: (“Todos aqueles homenzinhos sumiram! Mas como? Se não os matou, o que aquela maldita filha das trevas fez com eles e onde eles estão?”).
Eram 2 horas e 5 minutos da madrugada. Normalmente, Gotto estaria dormindo. Mas naquela noite ela estava na rua dirigindo motoneta Honda Elite branca, usando uma calça de veludo roxa, uma blusa role verde de mangas longas e botas brancas de cano curto, com um capacete amarelo quando avista algo incrível: um morcego carregando um bastão de beisebol com as patas traseiras e ao lado, um gato com asas de couro, com um livro suspenso sob o queixo.
Qualquer outra pessoa teria questionado a própria sanidade diante de tal visão. Mas a professora sabia muito bem quem estava vendo, e começa a segui-los até os limites da cidade, chegando ao prédio de um velho hotel abandonado na rodovia estadual.
 Encontra o portão da garagem fechado, mas ao examinar melhor, vê que as duas partes estavam seguras apenas por um graveto. Ela o retira e entra com a moto. Porta dianteira estava bloqueada por tábuas pregadas na parede, assim como as janelas. Ela vai até os fundos e percebe que a porta dali estava aberta.
Mas ela não se atrevia a entrar no prédio porque apesar de não temer Mona, sabia que num lugar como aquele poderia haver ratos, aranhas e escorpiões, que ela não conseguiria ver por causa da escuridão. Assim, ela retira o capacete pondo-o sobre o banco da motoneta, põe as mãos diante da boca e grita:
 - MONA!SOU EU,A SENHORITA GOTTO!POR FAVOR,VENHA ATÉ AQUI!
  Pouco tempo depois, a lolivamp surge junto com o seu gato e, olhando para a sua querida ex-professora diz, perplexa:
- Mil morcegos! Como conseguiu me achar, senhorita Gotto?
- Sorte, eu acho. Hoje fiquei até mais tarde corrigindo provas na escola e ao chegar em casa, percebi que não tinha nada para comer. Então, pedi por telefone uma refeição que acabou me obrigando a ir ao pronto socorro com fortes dores no estômago. Estava voltando para casa na minha motoneta quando avistei vocês dois voando, e os segui.
Balançando a cabeça,Mona diz, sorrindo:
 - Você é mesmo surpreendente,senhorita Gotto!Bem, o que deseja comigo?
- Saber como você está, é claro!
- Eu nem sou mais sua aluna, e a senhora ainda se preocupa comigo, apesar de tudo que fiz?
- Você passou por algo terrível e por isso, agiu de forma insensata. Além disso, quem não comete erros de vez em quando?
- O meu erro foi vergonhoso, enorme! – diz a lolivamp, abaixando a cabeça, envergonhada.
- Bem, pois eu acho que a punição está sendo exagerada!
- Papai não pensa assim. Desde que me trouxe para, ele não veio de ver nenhuma vez. Isso prova que ele ainda está com raiva de mim.
- Eu não estou. Não mais. Já te perdoei.
- Fico feliz em saber disso! – diz Mona, abraçando-a. Gotto a abraça também. Mona pergunta:
- Como está a minha mãe?
- Está triste e preocupada, embora consiga ocultar isso do irmão e do pessoal da delegacia. Mas sempre que pode, vai até a minha casa para conversar sobre você.
- Isso é bem típico dela.
- Ela te ama muito, Mona!
-É eu sei. Bem,agora que já me viu, acho que tenho de me preparar para a visita da mamãe.
- Como sabe que ela virá até esse local distante?
- Porque sei que você irá contar para ela onde estou na primeira oportunidade. Claro que eu poderia impedir isso, apagando as suas lembranças. Mas isso seria um grave erro, que não pretendo cometer. Mas tente falar com a mamãe sem que o papai saiba. E se ela quiser entrar no prédio, deve trazer uma lanterna, porque não tem luz elétrica aqui.
- E como você consegue andar aí dentro?
- Uma das minhas habilidades secundárias como vampira é enxergar perfeitamente na total escuridão. Portanto, não há problemas para mim. Agora ,é melhor voltar para casa. Amanhã é quarta feira e você tem de dar aulas, não é mesmo?
- Quase me esqueci disso.
Mona abraça a sua ex-professora de novo, dizendo:
- Pois eu não. E muito obrigado pela visita, senhorita Gotto! Isso representou para mim muito mais do que você pode imaginar!
Gotto sorri para Mona, põe o capacete e vai embora. Mona vai até a frente do hotel e junto com Fang, fica olhando a motoneta até ela desaparecer na distância.
Sacro Império Romano-Germânico. Primavera de 1635.
Em alguma área florestal na Saxônia.

Uma pequena carroça de duas rodas atrelada uma mula de pelo cinzento estava parada na clareira, com as rédeas de couro amarradas em uma árvore próxima. Sentada sobre uma pedra, estava uma mulher robusta, de olhos verdes, cabelos louro-cinza e ombros largos. Seu traje era vestido bege-rosado de mangas longas e gola redonda. Com uma longa colher de madeira com cabo longo, ela mexia a panela redonda de cobre suspensa pelo cabo por um tripé de madeira, com o fogo crepitando logo abaixo. Um agradável aroma saia da panela.
Atraído pelo cheiro, um filhote de lince se aproxima e ao olhar para ele, a mulher percebe um medalhão, com uma tira de papel amarrada no pescoço por um cordão. Com voz suave e gestos calmos, ela atrai o pequeno animal até perto dela e estendendo a mão para ser cheirada , consegue acalmá-lo e tira o papel amarado no pescoço. Então lê o bilhete escrito em latim:
“Meu nome é Brunilda Meinsner. Perdi o meu marido Franz em Nordlingen alguns meses atrás. Nessa época turbulenta, onde todas as pessoas que lidam com magia são acusadas de serem malignas e terem ligação com o demônio sendo cruelmente mortas aos milhares mesmo quando são inocentes, apenas ele me aceitou a seu lado, por saber que eu jamais faria um pacto com as forças do mal, e uso os meus conhecimentos apenas para ajudar as pessoas ao meu redor.
 Infelizmente, as autoridades de Erfut, minha cidade natal, não partilham dessa visão esclarecida e estou prestes a ser presa. Sei que tudo que me aguarda são torturas horrendas e por fim, uma execução dolorosa. Entretanto, prefiro ter uma morte rápida e com um pouco de sorte, levarei junto comigo o Juiz Hutten e seus lacaios.
Antes disso, providenciarei a salvação de Raina, minha única filha com esse medalhão mágico que obtive com outro praticante de magia que encontrei agonizando numa floresta anos atrás. Segundo ele, o medalhão pode transformar uma pessoa no animal que outra pessoa quiser e tal mudança só será revertida quando as palavras apropriadas forem ditas. Se você, que está lendo esse bilhete também lidar com magia, tenho certeza de que saberá fazer a coisa certa e dar a minha filha o lar que ela não tem mais. Caso contrário poupe a vida dela, porque Raina tem apenas 7 anos, é uma boa garota, de coração puro!“)
Logo abaixo, vinha à assinatura de Brunilda.
A mulher olha para o filhote de lince que estava sentado perto da fogueira, farejando o caldeirão. Ela o pega e levando-o para perto do rosto, diz:
- Tenho certeza de que você tem coisas muito mais importantes a fazer, do que passar o restante da sua vida na floresta nessa forma, pequenina!
O filhote mia. Ela então diz em latim, perto do medalhão:
- De lince para garotinha!
Ao ser colocado de novo no chão, a joia brilha, enquanto o filhote de lince começa a mudar de forma e crescer. O cordão em seu pescoço se rompe e é agarrado antes de cair no chão pela mulher, que o guarda junto com o bilhete em um bolso no vestido. O vulto continua a se transformar até ser uma menina outra vez. Confusa, Raina olha para a mulher de pé a seu lado, depois ao redor e então pergunta:
- Quem é você? E onde está a minha mãe?
- Meu nome é Greta Keller.Quanto a sua mãe,lamento informar que ela morreu.
 Raina arregala os olhos e abraçando Greta, começa a chorar. Quando para, pergunta:
- Foi o juiz Hutten quem a matou, não é mesmo? Ele é um homem muito mau!
- Não. Ela deixou esse mundo por suas próprias mãos. Rapidamente e sem dor.
- Como você sabe? É uma maga, como a mamãe?
- Sim, eu também sou uma maga. Mas falaremos mais sobre isso e outras coisas, na ocasião apropriada. Agora, você não quer jantar?
- Sim, eu estou faminta! Parece que eu não como há dias!
- Isso não me surpreende. Conseguir encontrar comida na floresta deve ser muito difícil, para filhotes de lince que ainda não aprenderam a caçar.
- Filhotes de lince?Eu não estou entendendo...
Greta ri e diz:
- Esqueça, querida. Agora vamos comer. Estou cozinhando salsichas com ovos e cogumelos.

Darkwood,século XXI
Lenny, o pai de Mona trabalhava como repórter para uma revista chamada Mundo Oculto, que publicava reportagens sobre assuntos exóticos como alienígenas, criaturas lendárias (Pé Grande, aparições de fadas e duendes), locais assombrados e coisas semelhantes. Como todos os bons repórteres, ele tinha contatos que ligavam para dar informações ou dicas. E é um desses informantes que o acorda em plena madrugada com um telefonema:
- Lenny, aqui é o Raymond. Você nem imagina o que acaba de acontecer!
Sentando-se na cama e esfregando os olhos para espantar o sono, ele pergunta ao enfermeiro, que trabalhava no Centro Médico Harrington:
- O que foi Ray?Espero que seja algo bom, com esse surto de sequestros misteriosos acontecendo pela cidade.
- Cara, é exatamente isso! Acabaram de encontrar todas as seis pessoas que foram sequestradas nos últimos dias. Estavam no prédio dos Laticínios Via-Láctea.
- Seis? Um momento, você deve estar enganado, Ray!Houve apenas cinco raptos!
- Não, é isso mesmo! O último rapto ocorreu apenas uma hora atrás, e o mais incrível é que os responsáveis por tudo isso foram malucos o bastante para pegar um detetive da polícia!
- O quê? – diz Lenny, perplexo e completamente desperto com a descarga de adrenalina gerada por aquela informação surpreendente. – Você deve estar brincando!
- Estou falando sério, cara!Eu juro!
- Alguma pista sobre quem fez tudo isso? E como estão os reféns?
- Não. Quanto aos reféns, estão famintos e alguns um pouco desidratados, mas ilesos.
- É ótimo saber que ninguém se machucou. Mas até agora, esse caso está parecendo mais notícia para jornais comuns, sem nada que interesse a minha revista.
- Pois aí vão mais alguns detalhes para mudar a sua opinião: os responsáveis pelos raptos eram liderados por uma mulher com superpoderes!
- De que tipo?
- Bem,segundo declarações unânimes das vítimas, ela tinha poderes telecinéticos fortes o bastante para fazer todos eles flutuarem no ar. Fez isso enquanto discutia asperamente com os capangas, sabe-se lá por quais motivos.
- Se todos ouviram a chefona xingar os capangas, porque ninguém pode contar o que foi que falaram na conversa?
- Porque estavam falando em alemão! E essa nem é melhor parte: os raptores podem ter matado uma criança ontem á noite! Os cinco reféns que estavam lá na ocasião puderam apenas ouvir os gritos de dor da menina e pelo som, parecia que ela estava sendo esfaqueada! Ah sim, e juram que também ouviram a briga entre dois animais, e um deles parecia ser um gato! Cara, se eu não soubesse que a sua filha Mona está morta, eu até diria que ela e Fang foram às vítimas! A propósito, como está o gato? Sentindo muito a falta da dona?
Lenny aperta os lábios, com raiva. Mas consegue se acalmar e diz:
- Eu não sei. Ele saiu aqui de casa e sumiu. Agora me diga: encontraram algum corpo?
- Pelo que eu sei, não. Os tiras ainda estão no local fazendo buscas para encontrar pistas lideradas pelo detetive Kenneth, que apesar de também ter levado uma pancada na cabeça, decidiu permanecer no local após receber um curativo.
- Certo, eu já estou indo até aí para falar com os reféns. Te devo uma.
- Vou me lembrar de cobrar mais tarde.
Lenny se veste rapidamente, coloca o casaco de veludo marrom de mangas compridas com gola de pele de coelho branca e chega ao hospital dez minutos depois, antes de Rosenbaum. O lugar logo foi ficando agitado, à medida que os parentes das vítimas chegavam. Obter informações mostrou-se mais fácil do que ele esperava: bastou ouvir as conversas entre as vítimas dos raptos, suas famílias e dois repórteres: Mae uma mulher de cabelos negros e olhos âmbar, usando um casaco marrom de pele de coelho com capuz e calça bege do Notícias da Alvorada e Irwin, um homem de cabelo louro cinza e olhos castanhos de casaco vermelho e calça azul, esse do Arauto de Darkwood, os jornais matutinos da cidade. Além deles, havia um homem asiático de cabelos negros e olhos verdes com um microfone usando um longo casaco cinza-claro, junto com um ruivo sardento que carregava uma câmera portátil. O primeiro chamava-se Steven e o outro Brian, repórteres da KTRW, a TV local.
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(Contains: violence/gore)
Ameaça Subterrânea
Parte 3 de 5

Darkwood, século XXI

  O novo rapto causa inquietação entre dos colegas de trabalho de Jennifer e desespero entre a sua família. A polícia fica confusa porque não conseguia ver ligação entre o rapto de Vong e das duas garotas. As três vítimas pertenciam a famílias de classe média, sem condições de pagar resgates vultosos. Para completar, tratava-se de um crime raro na cidade: a última vez que tinha sido em 1973,quando um universitário que havia se viciado em drogas teve a ideia de raptar Chloe, sua prima mais nova para pagar a dívida que havia contraído junto a traficantes. O caso havia terminado bem, com o retorno da menina ao lar e a prisão de todos os envolvidos. Mas ninguém sabia se iria ocorrer o mesmo daquela vez.
 No anoitecer seguinte Mona fica sabendo do crime por acaso: enquanto se esgueirava pelas sombras de um beco em sua forma humana, ela ouve a conversa entre alguns músicos da boate onde Jennifer trabalhava. Sequestro era algo raro em Darkwood, e a ocorrência de três deles em duas noites consecutivas era algo incomum e preocupante. Ela decide investigar os locais dos crimes, usando suas habilidades sobrenaturais na tentativa de descobrir algo que pudesse ter passado despercebido à polícia.
Entretanto, mesmo numa cidade pequena como Darkwood cuja população era de apenas 46 mil habitantes, chegar aos responsáveis seria mais difícil do que parecia: enquanto a polícia e Mona estavam se preocupando com os crimes que já tinham ocorrido, Abigail se preparava para agir em outra parte da cidade.
  Brian Joniken era um homem perto dos 40 anos, de olhos âmbar e uma lustrosa careca. Trabalhava como desenhista freelance de HQs, em geral para editoras independentes, que lhe concediam mais liberdade criativa. Adorava o que fazia e era capaz de trabalhar a madrugada inteira sem se cansar, quando recebia uma encomenda que de fato lhe atraísse a atenção. Seus amigos brincavam com isso dizendo que em tais ocasiões, Brian ficava tão desligado do mundo ao seu redor, que não perceberia nem uma invasão alienígena acontecendo na rua em frente a sua casa.
  E era nesse estado de alienação mental que Brian se encontrava, enquanto fazia a capa para uma HQ cuja história se passava no Japão medieval, onde três garotas ninjas (Uma com duas espadas curtas, outra com duas pequenas foices e a terceira com dois nunchakus) enfrentavam um bando de monstros conjurados por um mago maligno.
Ele se esmerava em cada detalhe da cena, desde a musculatura dos monstros as poses de ação, de modo o chamar a atenção tanto para os peitos e bundas do trio de belas heroínas, quanto para o estrago que suas armas causavam nos inimigos.
  Seu trabalho é bruscamente interrompido quando o rolo de macarrão retirado da cozinha o atinge na cabeça. Antes de prendê-lo com fita adesiva, Abigail observa o desenho que estava quase terminado na grande folha de papel colocada na prancheta de desenho e se escandaliza:
  (“ Meretrizes mascaradas e demônios! Esse homem deve ser um adorador de Satã!”)
  Ela sente ímpeto de destruir todo o lugar. Mas havia examinado a casa antes de atacar, descobrindo Brian tinha esposa e dois filhos, que estavam dormindo em seus quartos. Se fizesse barulho todos podiam acordar, o que impossibilitaria levar o desenhista.
 Então, apenas o imobiliza e usa a telecinese para abrir a janela do estúdio, que ficava num quarto do segundo andar. Atrás havia um pátio com uma arvore, com uma casa de madeira onde os filhos recebiam os amiguinhos. Depois, uma cerca de madeira e o rio. Brian é levado flutuando a pouco menos de um metro acima das águas, numa cena que com certeza ele gostaria de retratar em um de seus trabalhos.
      Jennifer Colton (23 anos, olhos azul-claro, longos cabelos platinados) era a ovelha negra da família. Ao contrário do seu irmão Mike, que havia obtido uma bolsa de estudos para estudar no prestigioso MIT, ela preferia curtir a vida e ver os homens a seus pés. Para isso, trabalhava como dançarina na boate Gata Gostosa, fazendo pole-dance apenas com um sumário biquíni de lantejoulas douradas e ligas pretas nas pernas, onde os fãs colocavam dinheiro.
  Após terminar o seu turno às 3 horas da manhã, ela vai até o camarim para trocar de roupas e ir para o pequeno apartamento onde morava. Quando Jennifer fica sozinha, é golpeada pela cabeça de plástico de um manequim, usada como suporte para perucas. Depois, já imobilizada e amordaçada, sai flutuando pelos becos e depois pelo rio pouco acima das águas, do mesmo modo como havia ocorrido com Brian horas antes.
  Faltavam apenas duas horas para o amanhecer e Mona Parker estava frustrada por não ter descoberto pista alguma sobre a misteriosa onde de sequestros, enquanto voava como um pequeno morcego junto com Fang, enquanto perguntava a si mesma: (“Que tipo de super-heroína sou eu,que nem consigo resolver um caso como simples esse? Aposto que o Batman já teria colocado os culpados atrás das grades. Ou talvez no asilo Arkham,dependendo do caso.)
  É então que ela vê Heinze e Walter, se esgueirando pelos becos mais escuros, carregando sacolas cheias de bebidas para o seu líder. Curiosa com aqueles homenzinhos em trajes medievais ela decide segui-los, e acaba chegando até o prédio abandonado da pequena firma de laticínios.
  Ali, retorna a forma humana, enquanto as asas de couro de Fang somem. Cautelosa, ela vai andando pelo local quando vê uma pequena marta encarando-a no fim de um corredor. O bicho dá meia volta e foge. Mona não dá importância a isso. Após andar mais um pouco, chega à seção onde ficavam os tanques cilíndricos de aço inoxidável usados para armazenar leite e largados no chão no espaço entre eles, estavam às pessoas desaparecidas. Só que ao invés de três, havia cinco!
(“Mil Morcegos!” – diz a lolivamp a si mesma – O que está havendo aqui?).
  É nesse momento que os kobolds saltam de cima dos tanques sobre ela esfaqueando-a repetidas vezes com suas adagas, enquanto Wolterken a golpeia na cabeça com sua clava. Ao mesmo tempo, Alraune se engalfinha com Fang e tendo a vantagem da surpresa, rasga a garganta do gato. Tudo acaba em apenas trinta segundos.
  Os kobolds começam a conversar entre si em alemão.
- Quem será essa criança,e o que veio fazer aqui? – pergunta um deles, com um grande bigode voltado para cima e uma barba com dois grandes cachos interligados, formando um W.
- Eu não sei! – exclama Heinze – Mas não podíamos permitir que ela saísse daqui e falasse aos outros humanos sobre o esconderijo e os nossos inimigos aprisionados.
- Isso não interessa! – diz Wolterken, muito aborrecido- Vamos embrulha-la na própria capa junto com o gato e jogar os dois longe daqui!Eu não quero abutres sobrevoando esse lugar e atraindo atenção! Não quando estamos tão perto do êxito!
 A ordem é obedecida com rapidez e eficiência. Fang é jogado sobre o peito de Mona. O capuz e a capa são amarrados com vários nós, tornando-se um saco de corpos improvisado. Então, seis kobolds saem pelos fundos do prédio carregando o grande embrulho. Nos fundos do prédio de laticínios havia um muro de tijolos com quase dois metros de altura.
 Os kobolds sobem uns sobre os outros até chegar ao topo e então observam com cautela. Veem um vasto terreno baldio com mato e arbustos com as fundações de um galpão e uma casa de um só pavimento, que depois havia sido convertida em restaurante, tudo cercado por um muro de tábuas, já desgastadas pelo tempo. Algumas estavam frouxas ou haviam sido movidas para o lado, mas a maior a maior parte da cerca estava intacta, bloqueando a visão da rua adjacente, por onde era possível avistar faróis de alguns veículos passando por ali.
Alraune, o kobold-animal, é encarregado de fazer uma exploração mais cuidadosa. Percorre o muro até achar uma trepadeira junto à parede, por onde desce até chão. Encontra só lixo e mato ao restaurante demolido, e encontra a janela e de um porão abaixo do nível do solo. Ele volta e relata suas descobertas aos demais.
  Wolterken ordena a seus homens para procurarem escadas no prédio de laticínios. Eles voltam com duas e colocando-as em paralelo, vão erguendo o corpo de Mona até joga-lo por sobre o muro. Depois puxam uma das escadas pondo-a no lado oposto e carregam seu fardo inerte até jogá-lo pela janela no porão do restaurante e retornam.
Em seguida, vão até a escada, sobem por ela e depois a puxam. De volta ao seu esconderijo, estavam exultantes com seu êxito, certos de que se por acaso alguém achasse o corpo da menina algum dia, não teria motivos para pensar em que tinha vindo do prédio de laticínios abandonado.
 Cinco minutos após ter sido largada como se fosse um saco de lixo,Mona põe uma das mãos para fora da capa e depois à outra. Tateia para desfazer um dos nós, e em seguida os outros. Fica sentada no chão, enquanto Fang anda um pouco.Depois,ambos se transformam e saem voando. Seu poder de regeneração havia curado todos os ferimentos, mas isso gerava sede. Tinham de achar alguém para morder logo!
 Com a proximidade do Natal, o comércio de Darkwood estava funcionado em ritmo mais intenso do que o usual, apesar da onda de sequestros misteriosos gerar uma inquietação generalizada. As pessoas evitavam andar sozinhas, saindo às ruas em grupos ou duplas.
 Duas garotas, uma de cabelos castanho-escuro e olhos azul-claro, vestido um casaco rosa de mangas compridas e gola alta com calça marrom e botas brancas, a outra negra de olhos verde acinzentado, com casaco magenta, calças cinza e botas pretas estavam voltando juntas para o prédio onde moravam. Haviam ficado até às 5 horas da madrugada arrumando estoques na loja de roupas do shopping onde trabalhavam e queriam chegar ao apartamento que partilhavam o quanto antes.
Estão subindo pela rua iluminada mas deserta, quando ouvem um barulho atrás delas. Com os nervos a flor da pele elas se voltam assustadas. Ambas se surpreendem quando, ao invés de algum bandido armado,o que veem é uma garotinha encapuzada usando uma legging, com uma mini blusa que a deixava com a barriga a mostra.
Antes que posam perguntar a menina quem ela era ou porque estava usando um traje daqueles com um tempo tão frio, os olhos sob o capaz brilham com um uma tonalidade vermelha .Em poucos segundos, ambas estão sob controle de Mona que diz:
- Por favor, se abaixem pondo as mãos nos joelhos.
 A primeira a ser mordida é a garota negra e depois, a sua amiga. Após beber um litro de sangue das duas,Mona e Fang lambem o local das mordidas, fazendo as marcas sumirem.  Em seguida, a lolivamp dá um comando pós-hipnótico e depois, entra em um beco próximo. As duas garotas despertam pouco tempo depois e sem lembrar nada do que havia acontecido, prosseguem em sua caminhada até o prédio residencial, onde partilhavam um apartamento.
  Quarenta minutos depois, Abigail chega para falar com Wolterken, e o encontra junto com os demais kobolds, bebendo e rindo. No chão, sinais de lutas e grandes manchas de sangue misturado em meio a poeira. Franzindo a testa, ela pergunta:
 - Qual o motivo de tanta alegria? E de quem é todo esse sangue ?
- De uma pirralha intrometida que apareceu aqui junto com um gato.
- Uma menina com um gato? Por acaso ela usava uma capa marrom escuro com capuz?
- Sim, isso mesmo! – responde Walter, enquanto os outros kobolds trocam olhares surpresos, sem entender como a sua aliada podia saber daquilo. Abigail pergunta :
 - Agora, me digam como a mataram.
- Com dezenas de facadas! E o príncipe ainda esmagou o crânio dela com a clava! – diz Heinze.
 - Eu rasguei a garganta do gato! – diz Alraune, exultante. Mas para surpresa do grupo, Abigail fica furiosa e grita:
  - BANDO DE INCOMPETENTES!EU DISSE A VOCÊS QUE ELA ERA UMA FILHA DAS TREVAS!
 A declaração irada é acompanhada por um surto de poder telecinético, que faz os tanques de aço estremecerem, além de erguer os reféns apavorados no ar junto com os kobolds, que começam a temer por suas vidas. Mas Wolterken mantém a calma, e pergunta:
- Então aquela pirralha era a inimiga que você queria destruir? Mas nós já fizemos isso!
- Não! Vocês não fizeram nada! Ela apenas fingiu ter sido derrotada, porque só pode ser realmente destruída se tiver o coração atravessado por uma estaca de madeira, ou então a cabeça for separada do corpo. O mesmo se aplica do gato dela. Como isso não foi feito, o que houve foi um grande fiasco, seus imbecis!
- Nada disso! – retruca Wolterken, com o dedo em riste – A falha foi sua, porque você não nos transmitiu essa informação crucial, nem deu qualquer descrição da aparência dela!
Percebendo o próprio erro, Abigail se acalma, fazendo kobolds e reféns retornarem ao chão.
  - Tem razão alteza, a falha foi minha. Admito isso. Também não esperava que aquela monstrinha conseguisse localiza-los, embora eu não tenha ideia de como ela fez isso. Mas assegure-se de fazer a coisa certa, quando aquela cria do demônio voltar aqui.
- O que a faz pensar que aquela a sua inimiga voltará, depois da derrota vergonhosa que sofreu em nossas mãos? – pergunta o príncipe kobold.
- Porque é uma intrometida! Por esse motivo, ela voltará. Sim, eu tenho certeza disso!

  Enquanto isso, sentada atrás da caixa de água do prédio de um pequeno hotel , próximo ao local de sua refeição de emergência, Mona dizia para Fang:
  - Descobrir os reféns teria sido ótimo, se não tivéssemos sido surrados de modo tão humilhante! Só não fico ainda mais deprimida porque Lily, Charley e Reina não estavam junto conosco, ou eles teriam sido trucidados!
- É com certeza! – responde Fang. - Mas quem eram aqueles homenzinhos?
 - Enquanto me esfaqueavam, eu ouvi um deles falar a palavra “kobold”. Não sei o que significa, mas podemos pesquisar em um dos computadores da biblioteca pública, depois que ela estiver fechada.
- E do que isso vai adiantar? Eles são melhores de briga do que nós! Além disso, conseguiram capturar cinco adultos!
 - Aqueles vencendo humanos adultos numa luta corpo a corpo? Você deve estar brincando! Alguém deve tê-los ajudado. E só conseguiram nos derrotar por causa da surpresa. Creio que isso aconteceu por causa daquela marta, que deve ser algum tipo de vigia deles. Essa é uma informação preciosa. Fomos descuidados, mas não repetiremos o mesmo erro. Agora vamos voltar para o hotel, antes que o sol apareça. Amanhã á noite, voltaremos.
- Mas e se eles matarem aquelas pessoas antes?
- Eu acho que não. Enquanto nos transportavam sem perceber que estávamos regenerando dos ferimentos, ouvi uma conversa entre eles sobre “estar faltando apenas um.” Isto significa que aquele bando vai pegar mais alguém e até conseguirem isso ninguém vai ser machucado, seja lá por qual motivo for.
 Ambos se transformam, decolando. No meio do caminho, sobrevoam um terreno baldio onde Mona vê um bastão de beisebol largado no chão, em meio a uma vala. Aterrissando, ela o pega e faz um rápido exame. Era de freixo, estava sujo de terra, havia sido um pouco roído por animais e tinha uma pequena rachadura. Mas eram todos danos pequenos. Olhando para seu gato de estimação, ela diz contente:
  - Veja Fang, agora eu também tenho uma arma para enfrentar aqueles monstrinhos!
  - Você acha que isso vai ser suficiente?
 - Claro que sim! –responde a lolivamp antes de fechar a cara, acrescentando:
  - Sobretudo porque na próxima vez, nós não jogaremos limpo!
  Por estar faltando poucos dias para o início de inverno, a noite estava chegando mais cedo, com o sol se pondo antes das 7 horas da noite. No hotel abandonado, Mona abre a porta do baú e sai junto com Fang. Pegando um pano velho que havia encontrado na cozinha pouco antes de se deitar, ela começa a limpar o bastão de beisebol, um esporte que havia praticado só de vez em quando. Vendo-a fazer aquilo, Fang pergunta:
- É uma boa arma, mas como vamos fazer para surpreendê-los, se eles têm um animal de guarda, além de um aliado que nós nem sabemos quem é?
- Eu não sei,Fang.
- Puxa Mona, do mesmo jeito que eu posso ver coisas invisíveis, gostaria de ficar invisível! – responde ele, enquanto andava pelo saguão de entrada vazio.
- Mil Morcegos, Fang! Você ficou mesmo quase invisível! Isso é surpreendente!
- Do que você está falando, Mona?
- Você se lembra de um filme chamado O Predador? Aquele aonde um alienígena feioso vinha até a Terra, para caçar pessoas?
- Acho que sim. Mas porque falou nisso?
- Porque quando você disse que queria ficar invisível, ficou transparente e muito difícil de ver, do mesmo jeito que o Predador, só que sem precisar usar nenhuma engenhoca alienígena. Mil morcegos! A descoberta deste poder não podia ter acontecido em melhor ocasião!
- Acha que isso vai ser útil?
- É claro! Agora, temos de descobrir como usar isso contra aqueles pestinhas.
Durante horas, Mona faz seu gato de estimação usar o poder recém-descoberto e pensando nos melhores jeitos de explorar aquilo em seu favor. Depois, pensa no bastão de beisebol como na arma que ela queria usá-lo.
Então vai até onde havia sido a sala de refeições um local grande ainda onde põe cadeiras em cima das mesas, copos e garrafas em vários lugares. Depois olha para aqueles objetos como se fossem kobolds. Em poucos minutos, destrói tudo com fortes pancadas. Em seguida, decide praticar arremesso com bolas velhas, que ela havia recolhido na lata de lixo da Escola Elementar Santa Fé, onde havia estudado.  
 Com um toco de lápis de cera, também proveniente da sua antiga escola, ela faz círculos na parede, e pensa neles como cabeças de kobolds. Afasta-se nove metros. O prédio impedia que as pessoas dentro dos veículos que passavam na estrada a vissem e como não havia vizinhos num raio de várias centenas de metros, isso significava ainda mais segurança. Ninguém para ouvir o barulho das pancadas do taco nas bolas ou rindo quando ela errava na pancada. E, sobretudo nenhuma reclamação, ao quebrar alguma vidraça.
  Eram 11 horas e 40 minutos da noite. A biblioteca pública de Darkwood, um prédio de três andares em estilo colonial holandês, havia fechado três horas e meia antes, e exceto por um vigia no andar térreo, o prédio estava vazio.
 Mona não precisava de convite para entrar naquele local e sabia disso. Favorecendo-a ainda mais havia o fato de que os computadores ficavam no último andar. Ela chega ao local sob a forma de morcego junto com Fang carregando o bastão de beisebol com as patas traseiras, enquanto o gato levava o Livro do Limo com os dentes, graças a um barbante amarrado em torno do livro. Deixam os objetos no telhado, passam sob a porta sob e forma de névoa e descem até onde estavam os PCs. Mona liga um dos aparelhos e digita a palavra “kobold”. Exclui tudo ligado a jogos de RPG, e concentra sua atenção nas informações sobre folclore.
- Ei Fang, veja só isso! ”Kobolds são criaturas do folclore alemão. De acordo com as lendas, são homenzinhos com altura média de 60 centímetros. Dividem-se em três tipos: domésticos, da água e subterrâneos. Os do primeiro tipo são bondosos, e auxiliam as pessoas nas casas onde vivem. O mesmo acontece com os aquáticos, que moram em navios. Entretanto, os kobolds subterrâneos que habitam as minas, são malvados e perigosos. Gananciosos creem que todas as riquezas do subsolo lhes pertencem, e para impedir que sejam levadas pelos seres humanos, não hesitam em provocar desastres e acidentes fatais entre os mineiros.”
- Então, aquele bando com certeza é desse último tipo! Aí tem alguma informação sobre as fraquezas deles, ou algo que possa nos ajudar na hora da briga?
Mona examina vários sites até concluir, desanimada:
- Infelizmente não! Portanto, vamos apenas acertar-lhes muitas pancadas!
Ela desliga o computador, e ambos voltam por onde vieram. No telhado, se transformam outra vez e, carregando seus respectivos objetos, logo desaparecem em meio a noite.  
 Após terminar um relatório, Kenneth Steel coloca um grosso casaco de veludo azul escuro com gola mandarim sobre o terno cinza com blusa social branca, gravata púrpura e sapatos esportes pretos. Era um homem negro de porte atlético com 1,85 metro de altura, olhos castanhos avermelhados e um cavanhaque bem aparado.
 Era membro da polícia de Darkwood e como todos na força policial, estava surpreso e confuso com aquela misteriosa onda de raptos, cujas vítimas que não tinham nada em comum entre si, sendo levadas sem que pedidos de resgate fossem feitos. O que significava tudo aquilo? Um assassino em série a solta em Darkwood? Ou talvez algum culto maligno em ação?
 As hipóteses mais disparatadas fervilhavam na imprensa local, e entre os policiais também. Ele não conseguia encontrar qualquer pista que pudesse ajudar na solução daquele mistério e por ser detetive, aquilo o frustrava ainda mais do que aos seus colegas.
 Para o carro, um Toyota Camry prateado de quatro portas, em frente ao bloco residencial onde morava, um prédio de três andares com quatro blocos geminados, telhado em forma de M, janelas quadradas na fachada e bosque ao fundo, após o pátio.
 Kenneth aciona o controle remoto para abrir o portão e entra, estacionando o carro. Sai e já está indo abrir a porta para subir as escadas quando é atingido na cabeça por uma pedra do tamanho de uma laranja. Mas não chega a tocar o chão, porque Abigail usa sua telecinese para impedir isso. Mais uma vez, ela é rápida em usar a fita adesiva para imobilizar e vendar os olhos da sua vítima que é erguida sobre o muro de tijolos, e logo desaparece em meio às árvores do bosque.
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(Contains: violence/gore)
Ameaça Subterrânea
Parte 2 de 5


Os homenzinhos olham perplexos para aquela aparição. Alguns com medo sacam suas adagas, mas o líder se mantem calmo e pergunta em alemão:
- Quem é você, mulher-fantasma? E como fala o nosso idioma?
- Isso não é importante. Falem-me de vocês. De quem desejam se vingar, e por quê?
O líder se mantem em silêncio por alguns momentos e depois diz:
- Nós somos kobolds, e viemos da Baviera, onde tínhamos um clã poderoso. Uma grande mina de prata era o nosso lar, e por várias vezes, expulsamos os seres humanos que tentavam roubar as nossas riquezas. Mas um dia chegou um grupo mais bem armado e equipado do que os outros. Com armas de fogo, eles mataram muitos de nós e então, um padre de grande fé que estava em meio aos atacantes conseguiu a rara façanha de nos exorcizar, e viemos parar nessa terra distante, onde nos estabelecemos nessa mina e tivemos tempos calmos.
Mas um dia chegou outro grupo de humanos, que começaram a escavar a terra para nos roubar, como já havia ocorrido em nossa terra natal. Matamos alguns e afugentamos outros, mas eles eram persistentes e um dia, tivemos de ataca-los em massa. Dois deles nos enfrentaram sozinhos, dando tempo aos outros de fugir. Cortaram a corda do elevador, mas fomos atrás deles apesar disso.
Só que as armas deles eram poderosas, disparando muitas balas em pouco tempo. Mataram o meu pai e vários outros e antes que pudéssemos sair da mina, atiraram aqui dentro bastões amarrados com um pedaço de pano e com um pavio que queimava depressa. Antes que pudéssemos entender o que era aquilo, os bastões explodiram matando muitos de nós e fazendo a mina desabar. Para piorar as coisas, um dos invasores nos amaldiçoou, e ficamos presos aqui embaixo, até que aquela enorme e pesada máquina cair aqui dentro e nos libertar.
- E agora querem encontrar os seus algozes para se vingar, certo?
- Bem, Alraune nos disse que mais de um século já se passou desde o massacre do nosso clã. Como os humanos tem vida curta, os responsáveis por nossa desgraça com certeza já morreram, mas isso não importa! Mataremos os seus descendentes!
- E quem são os seus inimigos?
- Antes nos diga por que deseja nos ajudar, mulher fantasma. Sabemos que a ganância humana não tem limites. Entretanto, mortos não precisam de ouro e nem de prata. Então, o que você tanto anseia?
- Vingança contra uma filha das trevas!
Aquela declaração surpreende os kobolds. Perplexo, um deles pergunta:
- Quer que nós matemos uma criança da sua raça?
- Sim! Porque na verdade se trata de um monstro, cuja aparência inocente oculta um ser perigoso e maléfico, capaz de espalhar uma maldição terrível por toda a cidade!
Os kobolds olham para o seu líder, que permanece em silêncio por algum tempo, até dizer:
- Eu não me importo com qualquer desgraça que atinja os humanos que moram aqui. Se por acaso nesse momento alguma catástrofe destruísse a comunidade humana acima de nossas cabeças, matando todos os seus habitantes, eu não derramaria uma única lágrima! Mas concordo em ajuda-la mulher-fantasma, desde que você aceite os nossos termos.
- E quais são?
- Primeiro você trará até aqui aqueles que desejamos matar. Depois que acabarmos com todos eles, aí nós destruiremos essa “filha das trevas” que tanto odeia.
- Eu concordo. Mas acho que vocês deviam sair logo daqui, e se mudar para outro lugar.
- E porque abandonaríamos o nosso lar? – pergunta Wolterken, fechando a cara.
- Porque os humanos pretendem construir um edifício nesse lugar. As obras pararam temporariamente por causa da descoberta e remoção das ossadas de seus colegas mortos. Mas logo máquinas enormes, como a que os libertou por acaso, irão devastar tudo!
- É verdade, alteza! – diz o kobold-animal. – Eu também ouvi isso!
- E porque não falou sobre a respeito, Alraune? – pergunta o príncipe, zangado.
- Desculpe alteza. Mas vi tantas coisas estranhas e surpreendentes, que me esqueci!
- Não seja tão rigoroso com o seu servo, príncipe. Logo, verá que o mundo fora daqui de fato se tornou um local assustador!
- Conhece algum lugar adequado para ficarmos, mulher-fantasma?
- Sim, eu sei de um lugar adequado. Sigam-me e quando eu disser para parar ou seguir em frente, obedeçam na hora! Porque se algum humano os avistar, tudo estará acabado! – diz Abigail, flutuando rumo á parte superior da mina.
Os kobolds a seguem e em pouco tempo, estão no canteiro de obras. A iluminação elétrica proveniente dos postes é a primeira coisa a surpreendê-los. Um carro esporte vermelho, que passa pela rua com vários adolescentes barulhentos dentro dele os assusta tanto, que todos quase correm de volta para a mina.
Mas como havia dito, Abigail usa o fato de ser invisível para as pessoas comuns a fim de guiar os kobolds através da cidade, usando uma tática simples e eficaz: segue na frente para ver se havia pessoas por perto e depois, retornava para junto do grupo, dizendo se deviam correr até algum beco ou se esconder em qualquer lugar adequado.
Desse modo, ninguém vê os pequenos seres que, no entanto olham perplexos para os prédios modernos, carros, caminhões, letreiros luminosos. Os trajes das pessoas, observadas a distância ou quando Wolterken e os demais estavam atrás ou embaixo de algum objeto grande o suficiente para ocultá-los, também são motivos para muitos comentários.
Por fim, eles chegam a uma pequena empresa de laticínios, numa rua onde naquele momento, não havia pessoas ou veículos. O porão metálico estava trancado com corrente e um cadeado enferrujado. Mas Abigail usa sua telecinese para transportar os kobolds por cima do obstáculo. Havia tábuas pregadas nas portas e janelas. Abigail arranca fora as tábuas que bloqueavam a porta ao lado da entrada de caminhões com sua telecinese, e os kobolds entram no prédio.
 - Esse local não é usado faz anos! Aqui, ninguém irá incomodá-los! – diz ela aos kobolds, enquanto percorrem o local vazio, onde havia apenas pó e teias de aranha. O prédio tinha dois andares, com escritórios no segundo pavimento e instalações industriais no primeiro. Uma rampa ia até abaixo do nível da rua, com pátio para manobras de caminhões, para que descarregassem sua carga em quatro grandes tanques de aço que no passado, haviam sido usados para armazenar leite, com tubulações que levavam até as máquinas no andar térreo. Uma escada de carvalho silvestre com quinze degraus ligava aquela parte a uma sala onde estavam algumas mesas e cadeiras, cobertas por poeira.
- Eu preferia uma mina! – diz um dos kobolds.
- Digo o mesmo! – acrescenta Wolterken. – Não existe mais nenhuma nessa comunidade humana repugnante, onde os humanos usam trajes estranhos ou obscenos, repleta de maquinas barulhentas e luzes que baniram a noite? – pergunta ele para Abigail, que responde:
- Sim, há uma mina abandonada na periferia da cidade porém é um local distante, e haveria grandes chances de vocês serem vistos muito antes de chegar lá. Considerem esse prédio um abrigo temporário. Agora, digam os nomes de seus inimigos, para que eu os encontre.
- William Clay, Kenneth Tegner, David Vong, Garry Joniken, Jeffrey Kingsley e Larry Colton. Vong é um dos que participam da construção do edifício que está sendo feito sobre a nossa mina. Mas estou curioso, mulher-fantasma. Como irá procurar essas pessoas, sem chamar a atenção de todo mundo?
- Vocês me viram apenas por que eu assim permiti. Normalmente, sou invisível. Desse modo, posso percorrer toda a cidade sem ser percebida. Agora, devo partir. Fiquem aqui e aguardem notícias! – diz ela, voando rumo ao teto e passando através dele.
 No lado de fora, Abigail torna-se invisível de novo. Ela havia descoberto os kobolds por acaso, enquanto mais uma vez flutuava sem rumo pela cidade, pensando em algum jeito de destruir Mona Parker. Pode sentir a energia mística da maldição lançada mais de um século antes sobre a antiga mina, emanando do local. O surto de ódio dos pequenos humanoides ao avistarem Vong atraiu lhe a atenção e os seguiu quando desceram rumo ao nível inferior. E quando Alraune o kobold-animal saiu, ocultando-se sob a van do necrotério ela foi junto com ele, voando invisível ao lado do veículo.
 Pessoalmente, ela desprezava aqueles humanoides pequenos e grotescos. Os considerava seres sub-humanos, aberrações sem alma, servos menores de Satã. Mas para destruir Mona, não via problemas em formar uma aliança temporária com aquela ralé do Inferno.
Havia uma grande ironia quanto ao fato de comunicar-se com os kobolds e isso se devia ao pai, um austero pastor calvinista, que a tinha obrigado a aprender alemão para ler os sermões de Calvino e Lutero no original. Ela nunca podia ter imaginado que tal conhecimento lhe seria útil até após a morte. Ironias do destino.

O passo seguinte era encontrar os descendentes dos homens cujos ancestrais haviam massacrado os kobolds. O fato de haverem trabalhado juntos na época era irrelevante, pois os membros das gerações seguintes talvez nem tivessem mais qualquer contato uns com os outros. Seguir Vong seria fácil, mas como achar o restante, mesmo se todos ainda estivessem morando em Darkwood?
Após várias horas pensando no assunto, já com o dia claro, Abigail tem uma ideia: procurar nos arquivos da prefeitura. Passar através de pisos e paredes era fácil. Encontrar a seção de registros civis, onde eram armazenados todos os nascimentos e óbitos ocorridos na cidade desde a sua fundação também.
Chegando ao local, percebeu que encontrar as informações que desejava seria difícil, pois não havia mais arquivos de papel ou livros: todo o departamento tinha sido informatizado!  E como ela não podia fazer perguntas aos funcionários sem causar um enorme alvoroço, opta por observá-los lidando com os computadores, para aprender como usar aquelas estranhas máquinas a fim de conseguir que desejava.
 Enquanto isso, no prédio da falida indústria de laticínios, Wolterken estava com fome, após ter despertado do torpor místico causado pela maldição. E ordena a dois de seus homens para obter comida: Heinze (olhos azuis, cavanhaque e sobrancelhas castanho dourado, traje com capuz cobrindo-lhe a cabeça, botas marrom escuro) e Walter (Olhos verdes, bigode grisalho curvado para baixo, calvície acentuada na parte central da cabeça, parcialmente visível sob um gorro, trajes azul escuro e botas pretas). Eles saem do local, esgueirando-se pelos becos com uma surpreendente furtividade.
Contendo o medo causado pelas máquinas e invenções modernas ao seu redor, eles vagueiam pela vizinhança até encontrar uma que não tinha cão de guarda, cujos moradores estavam fora, com os adultos no trabalho e as crianças na escola. Abrem armários e geladeiras, rasgam embalagens com suas adagas para provar os alimentos cujas embalagens lhe chamam a atenção e após escolher aquilo que mais lhes agradava, fazem um embrulho usando a toalha da mesa. Depois saem pela janela, voltando para a sua base em serem vistos por ninguém.
 O primeiro problema para Abigail era como ligar um computador e usar o teclado. Como não podia usar os dedos diretamente na máquina, ela o faz indiretamente, usando a telecinese para levitar dois lápis e desse modo conseguir tocar nas teclas e botões.

E enquanto a falecida presidente da Liga da Virtude inicia o seu aprendizado na informática aos trancos e barrancos, Mona prosseguia na rotina de sua não vida, bebendo sangue dos membros de seu “rebanho” todas as noites. Ela sabia que seria tolice deixar de se alimentar alguma vez, porque isso apenas faria com que ela e Fang tivessem mais sede na noite seguinte. O fato de ter se tornado uma morta-viva evitava que sentisse algum incômodo com a sujeira e o pó no saguão do hotel, ou com a neve trazida pelo inverno. Porém o mais angustiante era a solidão, ainda maior e pior do que antes.
Não ousava entrar em contato com a mãe para não causar uma briga doméstica, caso o pai descobrisse. E também achava melhor ficar longe de Belinda ou da senhorita Gotto, por crer que ambas estavam furiosas com ela e não iriam querer vê-la outra vez de jeito nenhum. Mas os temores dela nesse caso eram exagerados: sua ex-babá adolescente estava magoada por ter sido submetida ao controle mental de Mona. Mas apesar disso, estava triste com o fato de Mona ter sido expulsa de casa pelo próprio pai. Achava aquilo havia sido um castigo excessivo, apesar de não conseguir imaginar o que ela teria feito no lugar dele.
Por sua vez, a senhorita Gotto sentia uma angústia terrível ao pensar no ocorrido na casa dos Parker. O fato de Mona ter sido transformada numa vampira não alterava o fato da garota não ter completado nem 13 anos e para alguém tão jovem, ficar sem lar era com certeza algo emocionalmente devastador. Mas como ela poderia ajudar se nem sabia onde sua ex-aluna estava? Lenny com certeza não iria dizer, caso ela perguntasse a respeito. Tudo que  podia fazer era esperar e torcer pelo melhor.
 Demora oito dias até Abigail conseguir usar o computador com razoável eficiência, e mais seis para encontrar as pessoas que interessavam a Wolterken. A partir daí, começa a segui-las pela cidade.
Enquanto isso, o oficial Halcroft estava confuso com uma série de pequenos roubos que ocorriam pela cidade. O detalhe que mais chamava atenção era que os ladrões ignoravam coisas valiosas como joias e aparelhos eletrônicos, levando apenas comida e bebidas. Aquilo não fazia o menor sentido! E para tornar a situação ainda mais estranha, não havia sinais de arrombamento em nenhum dos lugares invadidos. Que tipo de criminosos seriam aqueles?
 Eram 10 horas e 20 minutos da noite. Norton Vong havia optado por permanecer no escritório da companhia até mais tarde para revisar alguns cálculos da obra, que havia voltado ao ritmo de trabalho normal após a remoção das ossadas dos anões. O fato de não terem se deparado com um cemitério clandestino de vítimas de criminosos era reconfortante, mas havia algo de inquietante naquilo tudo que o incomodava.
Ele tinha visto os esqueletos de perto e a aparência deles não era semelhante á de anões, apesar de o legista ter declarado a imprensa que se tratava de trabalhadores de uma mina, mortos em um desabamento cerca de 125 anos antes. No entanto, ao invés de pás ou picaretas o que ele tinha visto junto aos corpos haviam sido adagas e clavas metálicas, indicando que o grupo era agressivo e mal intencionado. Seriam eles membros de uma quadrilha, que havia atacado os mineiros que de fato trabalhavam no local para roubá-los? Mas qual a explicação para a baixa estatura do bando de homenzinhos?
As divagações de Vong chegam a um fim súbito, quando um Buda de bronze com 15 centímetros de altura o atinge na cabeça por trás, nocauteando-o. Quando o engenheiro cai de cara sobre a mesa, Abigail recoloca a estátua na estante, dizendo para si mesma (“Pagão desprezível! Adora ídolos, ao invés de Cristo!”) e depois olha ao redor. Vê sobre a estante um rolo de fita adesiva prateada, com quase oito centímetros de largura. Perto havia uma tesoura.
Ela usa a telecinese para colocar as mãos de Vong para trás, junto ás costas. Depois, usa a fita para amarrar as mãos e os pés de modo bem firme, dando várias voltas antes de cortar com a tesoura. Depois, usa pedaços menores para tapar a boca do engenheiro e vendar seus olhos.
Em seguida, atravessa a parede para examinar o lado externo do canteiro de obras. Vê máquinas paradas e algumas pilhas de materiais de construção. Sentado numa pilha de vigas, estava um vigia de uniforme de cabelos castanho escuros, lendo uma revista qualquer.
Ela usa a telecinese para derrubar objetos dentro do barracão dos operários e quando o vigia se afasta para descobrir o que havia acontecido, ela volta ao escritório e usa os seus poderes outra vez, para abrir a porta do escritório e levitar Vong, levando junto o rolo de fita e a tesoura. Aquelas coisas poderiam ser úteis mais tarde. Nas ruas, ninguém percebe o vulto inanimado voar pelo céu, desaparecendo em meio á noite.
 O misterioso desaparecimento de Vong torna-se a principal manchete dos jornais de Darkwood, na manhã seguinte. O oficial Halcroft examina o local com cuidado, mas não consegue descobrir pistas que pudessem indicar como o engenheiro havia sido retirado do local, estivesse ele vivo ou morto. Era um caso estranho. (“Como se não bastassem àqueles roubos, agora temos mais isso! – diz para si mesmo – Só que esse caso é bem mais grave!”).
 Naquela noite, após de alimentar junto com Fang, Mona decide visitar Charley, cujo quarto ficava na lateral da casa. Como havia algumas pessoas e veículos na rua, ela decide se transformar em um pequeno morcego, para passar despercebida. Fang fica ao lado dona na janela, como uma aranha. E junto com a dona, ele olha para dentro do quarto.
  Charlie já estava começando a subir na cama quando para e vai até o armário de roupas, se agacha e pega uma caixa de papelão, onde guardava o traje de Zapman. Após abri-la ele fica olhando por vários minutos, se lembrando das vezes em que o havia colocado para sair em busca de aventuras, junto com Lily, Reina e Mona. A lembrança da amiga morta o faz derramar uma lágrima e é nesse momento que ele ouve a voz da mãe, dizendo:
- Charlie querido, está na hora de dormir! Senão, você vai chegar atrasado à escola amanhã!
- Certo mamãe! – responde ele, enquanto fecha a caixa e a recoloca no lugar. Depois, sobe na cama e apaga o abajur.
No lado de fora, Fang olha para Mona e percebe a enorme tristeza em seus olhos. Não diz nada e quando ela alça voo, ele a acompanha. Logo, ambos somem em meio à escuridão.

  Shirley Tagner era o que se poderia chamar de uma típica nerd: uma sumidade em seu campo de atividade (Webdesiner) e assuntos de algum modo ligados ao universo da informática como os jogos online, nos quais era viciada. Os cabelos castanho avermelhado cortados curtos e os óculos de aro redondo e armação vermelha emoldurando os olhos cinza claro reforçavam ainda mais o estereótipo, que só não era perfeito devido aos seios fartos e ao seu hábito de sempre usar blusas justas.
O relógio digital com números verdes marcava 11 horas e 43 minutos da noite. Shirley estava sentada diante da escrivaninha em seu quarto usando uma camisola de veludo malva com gola redonda, olhando para a tela plana de 22 polegadas do seu PC, montando um site para uma empresa de insumos agrícolas.
Sua concentração era tão grande que ela nem percebe quando um rolo de massas vem flutuando da cozinha indo na sua direção. Mas o seu cão de estimação, um akita de pelo vermelho com pontas pretas que até então estava deitado de olhos fechados acorda e começa a latir furiosamente, diante da ameaça a sua dona.
- Quieto Jasão!  - diz Shirley aborrecida diante daquela perturbação inesperada, mas sem tirar os olhos da tela. E antes que ela se volte para ver o que estava causando tudo aquilo, é atingida na nuca e cai no chão.
Jasão continuava a latir enfurecido parando quando Abigail torna-se visível. Quando a mulher fantasma olha para ele, o pobre animal gane de medo e foge rumo ao quarto de sua dona, que logo é imobilizada com a fita adesiva, e sai flutuando pela janela para a noite fria e escura.
  Jennifer Clay era a principal cantora de jazz na boate Nuvem de Seda. Com cabelos pretos ondulados, olhos azul-escuros, lindos seios, pele cor de chocolate com leite e uma personalidade afável, ela tinha muitos amigos entre os colegas de trabalho e entre os frequentadores do local. O lindo vestido de cetim magenta sem mangas e decote princesa chamava a atenção, mas sem vulgaridade.
Após cantar até ás 2 horas da madrugada, ela se despede dos amigos, põe um casaco de veludo cinza escuro de mangas compridas com gola mandarim, um gorro branco de pele de coelho e sai pela porta dos fundos rumo ao estacionamento. O chão sob seus pés estava coberto por uma fina camada de neve e soprava um vento frio.
 Jennifer estava pensando sobre os presentes de Natal que teria de comprar para os filhos. Mas as suas divagações são bruscamente interrompidas quando ela é atingida na cabeça por um cano de ferro, dobra os joelhos e cai.
Mas antes que toque o chão ela para no ar, permanecendo numa posição inclinada enquanto suas mãos são posicionadas nas costas, onde são amarradas com uma fita adesiva prateada, que depois é cortada com uma tesoura. Pedaços menores da mesma fita são usados para tapar-lhe a boca e vendar seus olhos.
 Enquanto faz tudo isso usando sua telecinese, Abigail olhava com raiva para Jennifer. Em vida, ela nunca havia gostado do jazz por considerá-lo um gênero musical vulgar. Em sua opinião, casas de jazz não eram muito melhores do que bordéis, devido á atmosfera que convidava ao romance entre casais que com frequência, não estavam unidos pelo matrimônio.
(“Eu devia matar essa propagadora do pecado! – diz a mulher fantasma para si mesma, enquanto usava o rolo de fita adesiva pela segunda vez naquela noite – Entretanto, esse prazer está reservado a outros.”) E logo mais um vítima inocente é levada.

  Sacro Império Romano Germânico.Outono de 1634/Primavera de 1635
  Terras Eclesiásticas.Cidade de Erfurt
 
     Fora das muralhas nos arredores da cidade em uma pequena casa ,uma bela mulher peituda, de cabelos castanho-dourados e olhos azuis chamada Brunilda choravam abraçada a sua filha, uma garotinha cujos cabelos dourados estavam arrumados em duas longas tranças, após receber a notícia que seu marido Franz havia morrido na semana anterior na batalha de Nordlingen, parte do conflito religioso entre franceses, alemães, espanhóis, dinamarqueses, holandeses e suecos que mais tarde, passaria a história como a Guerra dos 30 anos.
 Mas a jovem viúva não estava apenas triste, mas também muito preocupada com o futuro e a segurança dela própria e o da filha. Ela tinha ótimos motivos para isso, porque lidava com algo que nas terras germânicas, estava levando milhares de mulheres à morte em toda a Europa: magia. Sem o marido, que sempre havia sido hábil em dissipar a paranoia e a bisbilhotice dos vizinhos, ela temia pelo pior.
 E de fato, o desastre não tardou: na primavera do ano seguinte, a pequena Raina usando um vestido verde-amarelado estava subindo em uma árvore para pegar um pouco de visco para sua mãe quando viu um grupo de cinco homens a cavalo subindo a trilha que levava a sua casa. Estremeceu de medo ao perceber que a frente estava um homem robusto de uns 40 anos de cabelos cinza-dourado e olhos verdes, com um crucifixo de prata pendurado no pescoço. O vento, soprando de modo favorável, lhe traz aos ouvidos a conversa entre eles.
 Ele desce da árvore ás pressas sem ser percebida, e corre por um atalho até em casa onde a porta de supetão, dizendo apavorada:
- Mãe!Mãe!O juiz Hutten está vindo para cá!
Brunilda quase desmaia ao ouvir aquilo. Hutten era o encarregado local de prender e interrogar as pessoas acusadas de bruxaria. Cair em suas mãos significava sofrer torturas horrendas e por fim, uma morte dolorosa em praça pública. As mulheres sofriam ainda mais, sendo que nem mesmo uma garotinha como Raina escaparia do mesmo fim.
- Quanto tempo até eles chegarem aqui?
- Quinze... minutos, talvez...menos. - responde a menina, ofegante.
 Brunilda sabia que ela e a filha não conseguiriam fugir, dispondo de tão pouco tempo. Pelo menos, não das maneiras convencionais. Mas ela tinha outros, e logo começa a agir. Vai até a cozinha, onde havia uma despensa com duas portinholas na parte de cima, uma prateleira onde estavam vários livros de culinária, um pote de tinta com algumas penas de escrever ao lado, um pequeno balcão, duas gavetas e mais duas portinholas abaixo. Um fogão a lenha, feito de ferro e uma mesa de pinho.
Do meio dos livros de receitas, pega o seu grimório. De uma das gavetas, onde havia várias folhas de papel, retira uma folha em branco, e após molhar uma pena de ganso no tinteiro, escreve um bilhete e deixa a folha estendida sobre a pequena mesa. Depois se ajoelha, olha a filha nos olhos e diz:
 - Ouça bem Raina, eu vou lançar uma magia sobre você. Confie em mim e não resista, para que tudo corra bem, entendeu?
A menina apenas balança afirmativamente a cabeça. Brunilda começa a entoar palavras místicas e o olhar da filha torna-se vazio. De um fundo falso sob a outra gaveta, retira um medalhão de bronze, colocando-o no pescoço de Raina. E diz em latim:
- De garotinha para lince!
O corpo de Raina começa a encolher e mudar de forma, até que ela se transforma em um pequeno e fofo filhote de lince. Dobra a folha de papel até fazer dela uma tira, que amarra no colar improvisado. Então ergue o pequeno lince e ordena:
  - Agora, você deve correr para a floresta, e ir até o mais longe que puder!
Um fraco miado é a única resposta. Assim que é largada no chão, Raina sai correndo e logo desaparece na floresta da Turíngia. Aliviada, Brunilda enxuga as lágrimas, rasga todas as páginas do seu livro de magias e usa uma magia simples atear fogo nelas, para depois derramar vários ingredientes em uma panela e começar a misturá-los.
Sete minutos mais tarde, ouve a porta sendo esmurrada e uma voz masculina dizer:
- ABRA EM NOME DA SANTA IGREJA!ABRA AGORA MESMO!
Mas a ordem é ignorada, e a porta logo é arrombada porta pelos homens de Hutten, que entra na casa com dois homens. Ele não vê ninguém na sala, mas ouve o barulho de algo borbulhando e o cheiro parecendo o de gordura com nozes, vindo da pequena cozinha. Então vai para lá, enquanto os outros dois arrombam a porta dos fundos, na cozinha.
 Encontra Brunilda ao lado do fogão com uma panela no fogo, segurando uma xícara nas mãos. Um barulho vindo da despensa faz o juiz e seus homens pensarem que havia alguém escondido ali. Fechando a cara, Hutten diz:
 - Brunilda Meinsner, você e sua filha Raina estão presas, sob a acusação de feitiçaria!
  Com surpreendente calma, ela responde:
- Presas? Está enganado, juiz!Eu não serei presa. Você e seus lacaios nunca colocarão sujas mãos sujas na minha filha, e nem sairão daqui... Vivos!
O medo surge nos olhos de Hutten e seus auxiliares,que ficam paralisados pelo medo.Ao mesmo tempo,quando ouvem aquelas palavras os homens nos fundos da casa derrubam a porta tentando agarrar Brunilda mas antes que consigam tocá-la ela vira a xícara, derramando um líquido verde dentro da panela.
 Longe dali em meio ás árvores, um filhote de lince corre ainda mais rápido, ao ouvir o barulho da violenta explosão.

                                                                                 Ameaca Subterranea

Nessa aventura, Mona e Fang enfrentarão um bando de kobolds vingativos e perigosos em busca de vingança, ajudados pela temível Abigail Ironlock.

Mas é importante assinalar que os kobolds mencionados aqui não tem nada a ver com as versões mostradas em jogos de RPG. São homenzinhos de baixa estatura provenientes do folclore alemão, cujo aspecto é mostrado em duas gravuras medievais e também numa escultura, que está em uma praça de uma cidade alemã.

en.wikipedia.org/wiki/Kobold#m…

upload.wikimedia.org/wikipedia…

en.wikipedia.org/wiki/Kobold#m…

 

Aqui eu também começo a introduzir Raina Meinsner, alguém que futuramente terá muita importância nas aventuras de Mona.

                                                               Underground Menace

In this adventure, Mona and Fang face a bunch of kobolds vengeful and dangerous to seek revenge, aided by fearsome Abigail Ironlock.
But it is important to note that the kobolds mentioned here has nothing to do with the versions shown in roleplaying games. Are little men of stature from German folklore whose appearance is shown on two medieval pictures and also in a sculp on German square.

en.wikipedia.org/wiki/Kobold

upload.wikimedia.org/wikipedia…

en.wikipedia.org/wiki/Kobold#m…

 

 

Here I also begin introduce Raina Meinsner, someone that will have many importance on the future Mona´s adventures.

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Brohoof Happy Birthday!!!!!!!!

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{ BLAAAAAAAAAAAAAARRRGHHH!!!
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BROFIST ...........
Reply
:icontanukitagawa:
TanukiTagawa Featured By Owner 5 hours ago
  Thanks a lot,by this birthday wishes!  Pinkie pie crazed smile sprite   Icon - 205 Fox   Edate happy Spinning Crystal Pixel Stocking Blowing a Kiss~ 
Reply
:iconreijisakamoto:
reijisakamoto Featured By Owner 15 hours ago
Aê cara!^_^
UM FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!:happybounce::clap::iconcakeplz::party::happybounce::iconbaloonplz:PARTY HARD GiveGetCenter-party Blower fella (Party) :happy birthday: :balloon2: Awkward emoticon dance Party Monkey :flowerboogie: Birthday cake  icon Rave Emote :party la: :party la:
Muitos anos de vida!^^
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:icontanukitagawa:
TanukiTagawa Featured By Owner 5 hours ago
   Muitíssimo obrigado pelos efusivos votos de parabéns!  :bow:
Reply
:iconrainz05:
Rainz05 Featured By Owner 16 hours ago  Hobbyist Digital Artist
Feliz aniversário! ^^
Reply
:icontanukitagawa:
TanukiTagawa Featured By Owner 5 hours ago
  Muito obrigado!  :aww:
Reply
:iconthe-greengoblin:
The-GreenGoblin Featured By Owner 17 hours ago  Hobbyist Digital Artist
:iconcocoglompplz: happy Birthdayyyyyyyyyyyyyyyyyyy :huggle::party::cake:
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:icontanukitagawa:
TanukiTagawa Featured By Owner 5 hours ago
   Thanks by remember!  :hug:  :happybounce:
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:iconsharper-the-writer:
Sharper-The-Writer Featured By Owner 21 hours ago  Hobbyist Writer
Happy birthday!
Reply
:icontanukitagawa:
TanukiTagawa Featured By Owner 5 hours ago
  Thanks by remember,dude! :boogie:
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